segunda-feira, março 26, 2007

"Esta noite, jantaremos no inferno!"





Pois é, minha gente. Cortesia do Cine Grêmio da Faculdade de Letras da UFRJ, vi hoje o filme "300 de Esparta". E só tenho uma coisa a dizer:
CABELÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!
Uma adaptação extremamente fiel da revista (com exceção do corte de algumas cenas desnecessárias, um acréscimo inconseqüente à trama e alguns detalhezinhos meio desnecessários), o filme é pra quem gosta de ver gente sinistra matando inimigos aos montes. Não esperem embasamento histórico ou realismo; esperem cenas de ação dignas do nome! Ponto alto do filme: Rei Leônidas ganhando ingressos para uma sessão grátis de acupuntura persa! (Zoeiras à parte, a cena é muito cabelona!)
Como um detalhe à parte, a atuação do Rodrigo Santoro como Xerxes está interessante, algo ao mesmo tempo meio efeminado mas também intimidador, até mesmo majestoso. Tanto quanto sua aparência, impressiona também sua voz; de início achei que tivessem dublado
por cima, mas me disseram que na verdade usaram edição de som para deixá-la bem sombria e cavernosa.
Adendo (04/04/2007): O filme é tão cabelão que, apesar de já tê-lo visto de graça, fui ver hoje de novo em companhia de alguns amigos no cinema.
Dizem, no entanto, que para se medir as chances de um filme se tornar um clássico, você deve assisti-lo pelo menos três vezes em um curto espaço de tempo e gostar tanto das outras vezes como você gostou da primeira. "300 de Esparta" é um filme muito legal, mas não resistiria à terceira rodada.

segunda-feira, março 19, 2007

pópópop em... olê, olê, olê, olê blindê!


Rio de Janeiro, 18 de março de 2007, cerca de 20 horas, uma casa nova de espetáculos com uma capacidade aproximada de quatro mil pagantes e a promessa de um espetáculo aguardado por cerca de quatro anos e meio. Lá estava eu, com o coração na mão como muitos dos ali presentes, contando em ver a já mítica banda alemã que embalou os primeiros anos da descoberta do heavy metal por mim e por tantos outros que, como eu, tem um bem querer todo especial por estórias com um “quê” fantasioso.
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Para quem aguardou ansiosamente a volta dos bardos alemães do novo milênio, é possível que esse último encontro não tenha sido dos mais proveitosos. Em exata uma hora e meia de show, os músicos da banda Blind Guardian executaram um set list que fez referência a diferentes álbums de sua carreira embora, na opinião de muitos fãs - eu, inclusive -, as escolhas musicais pudessem ter sido mais bem feitas.
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Por volta das 20:15 as luzes se apagam. O público, alvoroçado, grita por Hansi Kürsch e sua trupe que, pouco a pouco, se posiciona no palco enquanto “War of Wrath”, uma espécie de introdução, soa. À minha esquerda, Andre Olbrich; no centro do amplo palco da Vivo Rio, o bardo líder Hansi Kürsch; à minha direita, Marcus Siepen e, em um tablado no fundo do palco, o baterista novo, Frederick Emkhe. A mágica se completara diante de nossos olhos tão esperançosos! E, como esperado, a banda segue com “Into The Storm”, uma canção sobre a obra do escritor britânico Tolkien, “O Sillmarilion”.
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Logo após, os primeiros acordes de “Welcome to Dying” enlouquecem a casa lotada. Sim, lotada! E há quem diga que o Rio de Janeiro não oferece público para esse tipo de espetáculo! Hansi, então, visivelmente cansado - não são mais garotinhos, há de se convir -, cumprimenta o público com um acalorado “Ríou de Janeirou” e uma pequena conversa que culmina “Nightfall”, entoada em coro.
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Em seguida, “I’m Alive”. Dessa vez, a empolgação da platéia foi menor. Como o set list da apresentação em São Paulo havia vazado, acredito que todos nós estivéssemos esperando a gloriosa “Born in a Mourning Hall”, um dos clássicos da banda e, no entanto, fomos supreendidos com uma canção “fraca”, segundo boa parte dos fãs.
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Hansi, então, toma o microfone e nos conta sobre Peter Pan, nos convidando a participar de uma jornada mágica através da canção “Fly”, carro-chefe do novo álbum, “A Twist in the Myth”, e primeira das “novas” a ser executada. “Fly”, de longe, é a canção que mais se diferencia entre todas as apresentadas tendo um instrumental inusitado para uma banda com mais de vinte anos de carreira. Ousados, os alemães agradam o público mais uma vez.
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Para a minha surpresa e, acredito, a de muitos, seguem com “Valhalla”, que tem , em sua versão original, a participação de Kai Hansen (Gammaray / Iron Saviour). A canção, que tem cerca de oito minutos, ganhou sua versão “estendida” graças à nossa empolgação, que nos fez cantar incessantemente o refrão (“Valhalla! Deliverance! Why’ve you ever forgotten me?”) por mais, pelo menos, cinco minutos, fazendo até com que Hansi, Andre e Marcus, que estavam dispostos há poucos metros do público, parassem e nos ouvissem em uníssono. Um momento realmente memorável.
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Mais uma vez, Hansi conversa afavelmente com o público e anuncia “Bright Eyes”, inesperada porém clássica e muito bem recebida.
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A banda, então, propõe um momento acústico e as guitarras dão lugar a violões de doze e seis cordas. É hora de mais uma canção do novo álbum bem recebida pelos fãs, “Skalds and Shadows”, no melhor estilo “guardião cego”. Não tão surpreendentemente assim, outra cantada em uníssono e com aura mítica nos envolvendo.
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Até o presente momento, os alemães do Blind Guardian estavam quentes com a sua audiência. Então, foi a vez de “This Will Never End”, faixa do novo álbum, mas que não empolgou os mais velhos. Enfim, passou-se.
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“E agora nós vamos cantar uma canção sobre um cara realmente malvado.... O nome dele é Mordred!” E vamos todos ao delírio com “Mordred’s Song”, uma referência ao filho bastardo do Rei Arthur e pérola da carreira desses senhores.
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No entanto, no auge de nossa quentura, Hansi anuncia o fim. E, com ele, “And Then There Was Silence”, uma faixa de “A Night at the Opera”, com cerca de quinze minutos! Ousados, mais uma vez, especialmente em vista desse não ser um dos temas que mais agrada ao público do Blind Guardian. No entanto, houve quem cantasse junto. Enquanto a maioria de nós praguejava dizendo que, enquanto esses quinze minutos eram desperdiçados, outras canções clássicas e mais envolventes poderiam ter sido executadas.
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Os músicos saem do palco no ato diplomático que antecede o “bis”, mesmo que a platéia estivesse morna após a suposta última música. E, não mais que cinco minutos depois, retornam gritando “Vocês querem mais, Ríou?” e o público, claro, responde com vigorosos “Sim!”
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È a vez de “Imaginations From The Other Side”, figurar no set list. De repente estávamos todos quentes novamente, pulando e acompanhando os gestos de Hansi, que abria os braços e fazia como quem vai se jogar na platéia para deleite dos que ali estavam presentes.
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Um momento de calmaria, então, é anunciado. Novamente saem as guitarras e entram os violões e os banquinhos acolchoados. O público se emociona com os primeiros acordes de “The Bard’s Song (In The Forest)” e canta com o coração e a alma. Nesse momento, Hansi simplesmente se cala e deixa que nós cantemos até o fim. Alguns choram, outros se abraçam, alguns brindam com copos de cerveja. O clima é de paz, de emoção. E a banda não disfarça que isso os atingiu também. Hansi reverencia o público com olhos marejados.
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Pressentindo o fim da noite, a platéia começa a gritar calorosamente “Mirror, Mirror”, outro clássico da banda. A banda se entreolha surpresa. Talvez fosse encenado, talvez eles realmente não pretendessem executar essa canção mas, no fim das contas, conseguimos o que tanto havíamos pedido. Encerrando, enfim, com chave de ouro, “Mirror, Mirror” é executada para delírio das cerca de quatro mil cabeças presentes. Com apenas uma hora e meia de show; Hansi, Andre, Fredrik e Marcus emocionam os cariocas.
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Na saída, inúmeras reclamações. Por onde quer que eu passasse, grupinhos reunidos discutindo o que deveria ter sido tocado e o que poderia ter sido excluído. Apesar da aparente comoção durante o espetáculo, o saldo parece não ter sido tão positivo no fim das contas. Eu, particularmente, achei tudo um pouco corrido, rápido demais. E, apurando, descobri que nos show de São Paulo, eles executaram dezessete faixas, em Belo Horizonte, dezesseis e, no Rio de Janeiro, apenas quinze. O motivo talvez tenha sido o cansaço aparente dos velhos bardos. A cada faixa; Hansi, Andre e Marcus, “botavam os bofes para fora”. O público parecia não se importar, no entanto.
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Por fim, nos resta esperar. E que não sejam longos e tenebrosos quatro anos e meio.
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Set List, Rio de Janeiro (18/março/2007):
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01 - War Of Wrath
02 - Into The Storm
03 - Welcome To Dying
04 - Nightfall
05 - I'm Alive
06 - Fly
07 - Valhalla
08 - Bright Eyes
09 - Skalds and Shadows
10 - This Will Never End
11 - Mordred's Song
12 - And There Was Silence
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[bis]
13 - Imaginations from the Other Side
14 - The Bard's Song (In The Forest)
15 - Mirror Mirror

sábado, março 10, 2007

Cuidado, tomem muito cuidado...

Ele está entre nós, meus filhos. O filho de Satanás, a semente do mal, o Anticristo... Qualquer que seja o nome, ele está entre nós. Corrompendo criancinhas inocentes, levando-as a um caminho de vício e torpeza que terminará apenas com morte e sofrimento para todos ao seu redor. Veja este vídeo, e confira o primeiro sinal do Apocalipse...
MAS NÃO TEMAM, irmãos! Existem entre nós pessoas especiais dotadas de grandiosos poderes capazes de nos proteger do Mal! Agora eles são apenas assunto de lendas, mas continuam dispostos a se levantar contra as forças do mal e lutar por nós!
E para não ficarmos apenas com assuntos tão sérios, eis aqui a resurreição de um clássico (?) da literatura panamenha, "El Mamute Quitito", devidamente traduzido e ilustrado para o português!

sábado, março 03, 2007

"Entre caveiras e cebolas"

Atire a primeira pedra aquele que não conheça os quadrinhos da turma da Mõnica!!! Recentemente tive o prazer de assistir
ao mais novo filme dos estúdios do Maurício de Souza com minha pequena irmã de 12 anos, e qual foi a minha surpresa?
Eu consegui me divertir tanto quanto ela! E não consigo não atribuir o sucesso do filme ao carisma dos personagens que nos
encantam desde pequenos. Mas há um personagem que merece a minha atenção. O Cebolinha.
***Spoiler***
Este menininho, cuja função de vida é roubar o pobre Sansão da "dentuça", pode parecer mais um pentelho entre muitos, porém,
não o é. No filme já citado podemos ver toda a graça do personagem com os infalíveis planos bolados por ele, o sofrimento em ter que conseguir
falar o "r" em uma questão de "vida-ou-morte" (CABELEILA NEGLA!!!)e, principalmente, o desafio final de ter que ceder aos seus instintos e impulsos
mais fortes para o bem de todos em uma cena comparável à queda de Anakin Skywalker, hehehe. (É MEU! FINALMENTE É MEU BWAHAHAHAHAHA!)
***fim do spoiler***
Só acho uma pena que um filme de tal qualidade tenha demorado tanto para chegar nas telas, visto que o último longa-metragem "Princesa e o Robô"
tem mais de uma década. Além do mais, sendo a revistinha dos personagens do Maurício de Souza a representação mais famosa do
quadrinho brasileiro penso que sua força deveria ser maior. Está certo que milhares de produtos, uns filmes aqui e outros acolá
e 2 parques da turma (o do Rio faliu) devem ser levados em consideração. Também não esperava que tivessem o mesmo nível de fama
e investimentos como gigantes programas infantis americanos (Walt Disney e Looney Tunes). Mas será que uma série animada é
tão impossível de fazer? Não há público para financiar tal empreendimento? Além do mais, entre o parque de São Paulo e o do Rio
de Janeiro foram mais de 10 anos! Demorou tanto que quando chegou já tinha passado da idade de brincar em um lugar desses. Isso
porque estamos falando da 2a. maior cidade do país. O motivo de tal revolta não é desejo de ver desenho, mas apenas um sentimento
que muito se fala para valorizar a cultura nacional, mas na hora de implementar as idéias, tudo se perde. Na verdade não
é um problema só da cultura brasileira, é um problema que atinge tudo no Brasil, como bem sabemos.
Contudo não é esse o objetivo desse texto.
Assim como aqueles que tiveram infância nos anos 80 devem conhecer a Mõnica (e principalmente o Cebolinha), também é impossível
que não tivessem vivido as aventuras do poderoso guerreiro protetor de Eternia, He-Man. Apesar do Corujito já ter sido devidamente prestigiado aqui, vale comentar algumas informações extras.
A abertura do desenho com certeza é lembrada pelos que assistiam, mas o que não é de conhecimento do público é que após o sucesso o príncipe Adam assumiu o seu lado "roupinha-roxa-de-príncipe" e fez este video clipe de grande sucesso no canal de música local. Tal foi a repercussão da nova opçao do He-Man, que em poucos meses o seriado teve sua abertura modificada. Na verdade ningúem esperava, visto que, sua última música tinha sido suceso total.
Porém antes de chegar neste estado lamentável, He-Man e sua irmã She-ra (aquela do Corujito) fizeram uma campanha muito bonita contra o abuso infantil.
Pena que a campanha não impediu que estas crianças sofressem este abuso que seus pais, empresários e gravadora lhes obrigou a passar, lamentável...
Piadas à parte, uma preciosidade para os adultos de hoje que pularam muito ao som desta canção nas festinhas dos anos 80.